Livro: Comunicação, diálogo e compreensão

 

Dimas A. Künsch, Guilherme Azevedo, Pedro Debs Brito, Viviane Regina Mansi (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2014, 309 p.

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Todo fim representa ao mesmo tempo um começo. Fim e começo nem existem de fato, porque, no mundo real, as coisas se misturam, se configuram e reconfiguram, se hibridizam. Novas histórias se compõem a partir de histórias antigas. A memória traduz e (re)produz a seu modo os significados das coisas.

É assim com a história deste livro. De alguma forma, ele fecha e conclui o ciclo de quatro anos (2010-2014) que durou o projeto de pesquisa “Conversando a gente se entende”, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero.

Mas o fechamento é, sobretudo, uma abertura. Eis que um novo projeto se descortina, previsto para 2015-2017: “A compreensão como método”. Sintomaticamente, confirmando essa ideia de mistura e hibridização, “A compreensão como método” constitui, apropriadamente, o título do prefácio desta obra, que traz a assinatura de Luís Mauro Sá Martino.

Dividido em três partes – “O pensamento da compreensão”, “A pesquisa compreensiva”, e “A prática da compreensão” –, Comunicação, diálogo e compreensão reúne textos, os mais diversos, de diferentes gêneros e estilo de escrita, numa tentativa de trazer para o campo da expressão do pensamento comunicacional o melhor de uma atitude compreensiva, que abraça sentidos, inclui, integra, faz dialogar.
A compreensão, tanto no sentido ético – entre humanos e destes com a natureza e toda forma de expressão de vida – quanto em seu sentido cognitivo – de produção de conhecimentos a partir da dialogia entre teorias, autores, saberes, experiências –, constitui, na visão de Morin, um dos sete saberes necessários à educação do futuro.

Tendemos a pensar que a compreensão – o pensar e agir compreensivamente – possa representar mais que uma exigência, das mais necessárias e urgentes, apenas para o campo da educação. Preferimos acolher esta proposta de Morin, compreensivamente, na linha do que ele afirma quando, falando sobre a complexidade, diz que é preciso reformar o nosso modo geral de pensar o mundo, a vida, a ciência, o saber.
O projeto “Conversando a gente se entende”, apostando nisso, apresenta aqui alguns caminhos possíveis.

 

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