III Seminário Brasil-Colômbia

O III Seminário Brasil-Colômbia sobre a Compreensão como método ocorrerá entre os dias 5 e 8 de Dezembro na Faculdade Cásper Líbero e receberá a participação de pesquisadores em todos os estágios da vida acadêmica. Tendo o objetivo de gerar diálogos entre as várias formas de conhecimento o Seminário contará com trabalhos sobre as mais diversas experiências dos pesquisadores em suas buscas por noções mais complexas do mundo em que vivemos.

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A compreensão como método e o diálogo científico

Nós, do projeto de pesquisa “A compreensão como método”, em nosso trabalho de pesquisa científica, ousamos querer ir além dos limites (às vezes verdadeiros muros) das ciências, sobretudo em sua versão positivista, para pensar em formas e práticas diversas de conhecimento – sendo a ciência uma delas.

Resumidamente, queremos propor a compreensão como método diferentemente do que pensavam, sobretudo, Wilhelm Dilthey e depois Max Weber, quando chamavam a atenção para uma diferença entre Verstehen (compreender) e Erklären (explicar). Eles estavam preocupados em garantir o estatuto científico das chamadas Geisteswissenschaften, ou ciências do espírito, e, especificamente, da Sociologia.

Compreensivamente, imaginamos ser possível ampliar a envergadura do diálogo no interior da área científica de conhecimento, e, muito mais, colocar o conhecimento científico em diálogo “que abraça” (ou seja, compreende) o amplo universo dos mitos, os saberes da arte, o conhecimento que resulta da experiência, os saberes religiosos, os saberes filosóficos, os saberes comuns, os saberes da consciência tanto quanto os da inconsciência, Apolo e Dioniso, animus e anima.

Ademais, um método da compreensão, sob o ponto de vista epistemológico, jamais poderá identificar conhecimento e verdade, porque por meio de tentativas e erros também se conhece (e como!) o mundo e as alegrias e tristezas do viver. De resto, trabalhamos com a ideia de que mais vale buscar caminhos possíveis, no esforço comum de nos situarmos no mundo e de nos orientarmos, que imaginar algum ponto final sobre qualquer coisa.

 Os princípios epistemológicos da compreensão

Gostamos de alguns princípios epistemológicos como o da complexidade (Morin…), douta ignorantia (Nicolau de Cusa, Maffesoli…), multiperspectividade (Nietzsche, Douglas Kellner…), coincidentia oppositorum,  ou complementaridade dos opostos (Heráclito, e, na Física Moderna, Niels Bohr e outros), incerteza (na Física Moderna, Heisenberg e outros), inter-, trans- e, também, indisciplinaridade etc.

No mundo dos gêneros de expressão do conhecimento, apreciamos o ensaio mais que o artigo, sem desprezar no entanto nenhum gênero. Contamos, para isso, com o auxílio valioso de Montaigne, Adorno etc. E o etc., vejam bem, para nós, é também um princípio epistemológico, porque a vida mesma “é etcétera” (Riobaldo, em Grande Sertão Veredas, de G. Rosa).

Gostamos, ainda, de pensar que os caminhos através dos quais alcançamos alguma ciência e prática do viver (meta + hodós = método) podem e devem ser múltiplos, que a vida ultrapassa o conceito (Tomás de Aquino) e que o mundo, como nos chama a atenção, de novo, Guimarães Rosa, “é misturado”.

Abraços!

A COMISSÃO PREPARATÓRIA / BRASIL

Carolina Klautau |  Carolina Máximo | Dimas A. Künsch | Gabriela Colicigno | Giselle Freire | Luís Mathias | Mateus Yuri Passos | Roberto Fideli

Para mais informações sobre o evento favor entrar em contato através do e-mail: acompreensaocomometodo@gmail.com

 

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