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Integrante do projeto “A compreensão como método” lança livro com perfis de mulheres jornalistas

Capa ELAS AMAM O QUE FAZEM

É o terceiro volume da série “Jornalistando”, desenvolvida com alunos da sexta etapa do curso de Jornalismo das Faculdades Rio Branco

Por Roberto Fideli

Mestre pela Cásper Líbero

Regiani Ritter, uma das mulheres pioneiras do Jornalismo Esportivo do Brasil, com muitos e muitos anos de TV e rádio Gazeta. Juliana Verboonen, apresentadora do “Jornal da Gazeta”. As histórias dessas duas jornalistas, assinadas respectivamente por Gigi Pavanello e Pedro Santos, compõem o conjunto de quinze perfis que integram a obra Elas amam o que fazem: perfis de mulheres jornalistas, organizada por Renata Carraro, professora de Jornalismo das Faculdades Integradas Rio Branco e da Escola Superior de Propaganda e Marketing, a ESPM, participante do projeto “A compreensão como método”, do Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero.

Elas amam o que fazem, lançada pela editora In House, é a terceira obra do projeto “Jornalistando”, que é levado em frente por Carraro com seus alunos da sexta etapa de Jornalismo das Faculdades Rio Branco. As duas anteriores foram Não é aventura, é reportagem: jornalistas e cobertura de conflitos (In House, 2013) e Jornalismos: histórias de uma arte plural (In House, 2015). Os três volumes reúnem 40 perfis de profissionais jornalistas de diferentes veículos e ramos de atividades. O perfil de Maria Lydia, “Movida pela coragem”, também da TV Gazeta, aparece em Jornalismos, escrito por Letícia Alves Leite.

“Nossos estudantes são mais do que meros aprendizes de feiticeiros na arte de contar histórias. Eles são verdadeiros protagonistas”, afirma Carraro. “O gênero de escrita do perfil é, sim, de natureza compreensiva”, entende Carraro. “O jornalista é visto em sua integridade, com as histórias de heroísmo, as possibilidades e os limites que cercam a sua profissão, mas também com a sua vida cotidiana, seus múltiplos afazeres, os filhos, as emoções.” A organizadora da obra lembra especialmente de alguns dos perfis de Elas amam o que fazem, que trazem a história de mulheres jornalistas que assumiram um novo olhar sobre a sua profissão e novas responsabilidades a partir do momento em que se tornaram mães.

“Muito antes de minha filha Sofia nascer”, escreve Eliane Scardovelli, na Apresentação, “ouvia minha chefe no ‘Profissão Repórter’, e uma das perfiladas deste livro, Janaina Pirola, repetir com certa frequência: algumas reportagens se tornam mais complicadas depois que a gente vira mãe. A frase parecia um pouco abstrata naquela época, mas depois fea todo o sentido”.

Pós-doutorando no Programa de Mestrado da Cásper Líbero, Mateus Yuri Passos, no Prefácio que escreveu para a obra, sublinha que o perfil, como praticado no livro, reúne três competências básicas no jornalismo, que é ouvir, observar e apurar. “O perfil reúne as três competências e as combina num jornalismo que se torna, acima de tudo, arte: o jornalismo do encontro entre repórter e perfilada, o jornalismo da alteridade, da troca – embora nem sempre harmoniosa.”

O projeto “Jornalistando” se faz presente no III Seminário Brasil-Colômbia de Estudos e Práticas de Compreensão, na quarta-feira, 6 de dezembro, entre as 14 e as 17 horas, na mesa 4: “Perfis de Jornalistas e Compreensão”.

 

 

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